sexta-feira, 11 de maio de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Até do avesso
Almost gonne. Só tenho que me lembrar de que é a reta final de um tempo. Subida de montanha russa. Vou morar lá em cima. Amar enquanto na verdade, deveria buscar uma certa introspecção. Os minutos serão só minha verdade. Livre, de braços bem abertos e olhos bem fechados. Parte de mim desintegrará. Serei meio liquida. Desamarrada. Sou a que vai. Vai pensando que aquele é o momento mais feliz da minha vida. E se eu cair? Vou me convencer que embaixo também é legal. O mais rapido possível. Livre pra assistir ballet. And times i will say; we so good togheter. And in a few days the feeling will be gonne. Sim, eu sou normal. Gosto de desenhar corações. E ouvir música. Imagino já a foto disso. A angustia maior para intensificar o sentir. Voltar a ser quem queria ser. Fosse qualquer uma delas. Mas posso também amar da forma mais ampla que já amei na vida. Isso pode acontecer. E eu me entregar à qualquer submissão do amor. Faria massagem nos pés. Chamaria de meu e teria pra mim. E isso me daria um medo danado e eu começasse a boicotar o amor porque ele é pleno e feliz. E talvez eu não mereça. Os horários não serão mais fixos. A meia da noite, os ponteiros farão amor. Mesmo que o amor não aconteça. Era só uma hipótese. Quero descobrir qual é meu lugar. Se estiver no Japão posso descobrir que meu lugar é a Ilha de Whight. Fazer o vôo até a Ilha de Whight. E ser entao, feliz. Sim, é urgente que eu descobra o meu lugar. One can hold just a bit of LOOOOOOSIng.E fumar um cigarro.
Amém.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Sensual

Ela estava na duvida se morava em Piratininga ou Amsterdam. Se teria um filho ou não! Se comprava um carro popular ou um buguie. Se pintava a unha de preto ou francesinha. Omelete ou espaguete?
Sair e beber parecia a melhor opção. Sempre parecia. Bastava estar disposta a se abrir toda. Sim, sempre conhecia homens. Era inevitável. Sabia que quando saísse para beber, com os olhos certos, e o sorriso de lado, um homem viria e ela passaria a noite com ele.
É o tipo de mulher que passa a noite. Detesta motel. Gosta de transar em hotéis. Liga o ar condiocionado e toma café da manhã continental. Os lençóis são tão impessoais. Lhe dão clareza para se concentrar no prazer. Motel é muita putaria. Essa coisa de tapete vermelho-sangue, água da piscina amarelo-organico. Quadros sensuais ou espelhos, daquilo que ela preferia ver cada pedaçinho, do seu ângulo, refletia. Transaria num hospital, se pensasse bem.
Aquela noite não foi diferente de nenhuma das noites. Exceto por uma coisa que guardo para o final. Ela saiu. Apenas com seu corpo, um batom vermelho e um cartão de crédito.
Calor, um apresenta outro. A conversa começa. Os sorrisos começam. As risadas. É assim que gosta que comece. Não pensa mais no que está dizendo. Fica tão natural. Ela tem uma coisa de intimidade. Fica íntima das pessoas. Às vezes muito. As vezes gostaria que fosse menos.
Já se sentia íntima de Silvio. Ele tinha a barba por fazer. E cheirava bem. Tinha também personalidade e era esteticamente muito atraente. Vamos beber mais um pouquinho? Vamos! Mais um mundo de histórias que podiam ser contadas em poucos segundos. É assim que gosta que comece.
Foi ao banheiro. Sentiu que o salto da bota já tinha ficado muito alto pro álcool que ela havia bebido. Hora de parar. Não teria graça vomitar hoje.
Voltou à mesa. E ai? Vamos transar? Não sabe mais se homem se assusta ou acha a frase afrodisíaca. Sempre aceitam. Mas ela não sabe mais o que eles pensam. Na verdade, não quer saber. É assim que gosta que comece.
Hotel: à essa altura da sua alegria infantil por estar se divertindo, o mais caro. Beijos no elevador, pernas se entrecruzando ainda em pé. Mão sentindo com quem passaria a noite. Mão reconhecendo-lhe o corpo. Cheiro. Mistura de álcool, barba e Marlboro. O seu cavaleiro da noite. Uma hora tudo estaria bem e na outra tudo estaria acabado. É assim que gosta que comece. No canvas.
Adora escovar os dentes antes de transar. Faz parte do ritual. Escovou o dele também. Num ato de carinho, como falho. Tinha que reconhecer: ele beijava muito bem. Mas muito bem mesmo. Talvez o melhor beijo dos últimos anos. Seus ombros tremiam.
A cama às vezes demora a chegar até ela. Seus gozos ganham a corrida. Mas ele era mais apressado. O beijo dele... ah. (Ela suspirava). Estava certo seu corpo estar ali. Sentia isso. Prazer.
Mas as vezes deixava de salamaleques e amava mesmo. Estava amando aquele momento. Seus corpos se comunicavam tão bem. O beijo era tão encaixado. As risadas vinham juntas. A fome também. E continuavam se amando, entre outras coisas que faziam juntos. Mas acho que o tempo todo estavam se amando. E eu é que não gosto de contar a história assim. Nunca sei quando aconteceu de verdade. Será que foi dessa vez? Foi isso que guardei para o fim.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Pensei num alfabeto meu, em letras que penso mais vezes. Que uso. Mas aí vejo que estou sem ter com o que preocupar. Uso todas as letras muitas vezes. Falo demais, rabisco demais, mando cartas, e mails, mensagens!
Não me pergunte onde fico nesse tempo porque tenho vergonha de responder. Qual a sensação quando retorno? Ódio. Porque me abandonei? Aí começa a história de Sizifo de novo, pedra montanha acima, abaixo .
As vezes tenho certeza de que não estou sozinha. Mesmo sabendo que estou. É um sofrimento só. Se eu descobrir mais coisa vou sofrer não muito por mim,mas por quem está perto de mim. Já disse um vez, a loucura é Pink. Punk.
Ia falar de afeto, mas me pareceu uma palavra tão doce. Muito doce. Assim não gosto. Gosto meio amargo. Não que não goste de doce. Minha língua consegue absorver uns milhares de sabores sem ser por associação e sim por memória emocional.
Vou então falar de culpa. Mas nossa, culpa pesa, não é? Culpa pesa como musculação. Alguns músculos doem muito em um dia, no outro dia, outros músculos. E a dor não para. Culpa é uma merda! Até antropologicamente falando, é uma merda de várias religiões, raças, massas e culturas. Chega de culpa, então!
Vamos falar de amizade? Ah, nem sei quem são eles mais. Não tenho vergonha de dizer, tenho dúvidas, às vezes. É meu amigo mesmo? Por que amigo é amigo, filho da puta é filho da puta! Até tomo cerveja por eles. Mas meu mundo é cheio de dúvidas.
Vamos então falar de amor? Mas e o amor? Hã? Responde aí seu safado.....
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Arroz e feijão e a criança fica feliz. E dizem que felicidade não existe. Subi uma montanha ontem. Quando cheguei lá em cima, havia esquecido de levar água. Desci e fiquei com preguiça de subir de novo. Só quem sobe montanhas vai entender isso. A falta de água faz uma diferença!!!!!
O Ano que começa eu quero o que todo mundo quer, amor, paz, saúde, dinheiro, sorte e sucesso. Mas o que quero mesmo? Não sei dizer. Dizer que quero ir embora, é vago. Às vezes quando me ouço, não tenho paciência comigo mesmo.
Ouço musica para ver se a dor alivia. E nem vem porque não vou falar de dor. Chega!
Hoje a noite queria poças grossas de água no chão, para eu pulá-las com minhas botas de viagem. Dessas que já pularam de quinta pra sábado. Botas poderosas.
Perco-me nas vontades que são de um outro eu. Ainda eu. Mas prometi silencio para esse ano que começa ou que emenda. E silêncio será.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Os peixes estao mortos
Uma outra fonte de oxigênio surgiria como mágica para eles. E eles respirariam aliviados. Dançariam naquela água suja por mais alguns minutos. Até ficarem entediados por estarem em um aquário e dormirem. Não sei se peixe dorme, mas sabe quando ele fica assim paradinho, parece até que morreu? Depois dançariam na água mais um pouquinho. Talvez não sentissem falta da correnteza. Talvez nunca a tivesse conhecido. Lógico que não. Nasceram então, no aquário. Pobrezinhos. Mas eles estão mortos, porque essa fonte mágica de oxigênio extra não apareceu. Pessoas, os peixes do aquário estão mortos, e os que não estão, vão em breve morrer então.
sábado, 13 de agosto de 2011
O que me falta descobrir?
Meu nome, aprendi.
Meu corpo fisico, sentei nele.
Minha mente, ando fazendo carinho nela.
Meu corpo sensual anda se divertindo.
Das muitas coisas que não sei, já’ perdi a curiosidade. Sobraram as mais simples e básicas.
As pessoas acham que me encaixo no momento em que estou mais me desencaixando. Estou vazando, liquido, sem limites. Escorrego na borda.
Me ater `a conversa? So’ por alguns minutos. Nos outros estou pensando sozinha em como as palavras da conversa me estimulam. Se não estimulam, levanto e vou embora.
Me apaixonava fácil. Ou sera’ que não me apaixonei de verdade ainda?
Isso ainda falta eu descobri.
Como se tivesse nascido agora.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Sem titulo, foto e legenda
-To de ferias da vida de essa ‘e sua obrigacao. Não consegui. Apertou muito os meus braços e eu deixei de ver a luz. Simplesmente os meus lugares são diferentes. Vou encaixar as pecas do meu jeito. Não suporto mais gritos. Mas o que mudou foi a minha vontade de ouvir. E’ incrível como se você estiver com vontade as coisas acontecem mais. Quando não se tem vontade, na verdade não da bola, as coisas parecem que não estão acontecendo com você. Uma questão de percepção. E a vida fica mais em paz. Lagos azuis. Nuvens brancas. Notas musicais que nos unam.
Eu sabia que o fio que conduziria minha vida – em algum momento dela – viria do meu umbigo. Olhei tanto pro meu umbigo que deu mal jeito no pescoço. Quando parei de olhar, saiu. E não ‘e nada de extraordinário, mas foi uma grata surpresa. Sabe quando foi? Antes de ontem. Tao recente. Mas acredito em milagres. Em todos eles, ate’ no mais profano.
E gralha que sou, vou logo anuciando ao meu povo. “ achei! E’ por aqui”. Todos ficam (mais uma vez) felizes por mim. Mas pouco deles acreditam que dessa vez vai.
E’ isso, talvez minha seja uma emocionante crônica, na qual a cada parágrafo você imagina da personagem central “ Dessa vez vai” . E nunca vai, porque a crônica nunca acaba. E o dia que tiver acabado eu não poder anunciar.
Mas não espero das pessoas mais do que um sorriso amigo e uns trocados. A analise agora e’ minha. Vou me analisar sem interferências por um tempo. Sabendo que a qualquer momento volto a pedir por interferência. Quem disser que não sou consciente est’a sendo injusto.
Estou de bem com meu espelho psíquico. Por que não aproveitar as altas da bolsa? Vou correr ate ter fôlego, quando acabar sento e chamo alguém pra me trazer água.
Agora as coisas estão mais fluidas. Ate o meu contato sensual com as pessoas. Me dei conta de que sempre fui atraída por sensualidades excêntricas, a seu modo.
Leio minha historia e a acho emocionante, cheia de coragem. Tive pedras no caminho. E não dessas que todo mundo tem. Eram pedras raras, chegavam a ser preciosas. Mas escalei, ate agora, todas elas. E sempre saio do outro lado.
Me sinto mais teimosa. Aceitei o meu jeito. Fazer o que se acredito demais em mim? E’, foi ante ontem.
domingo, 17 de julho de 2011
You and me, both!

Alguma explicacao para isso? Apenas senti atracao por ela e nao consegui resistir. Mas você não pensou em mim? Na hora H? Voce ‘e podre mesmo, ainda tira sarro. Não estou tirando sarro. Mas o que você quer saber? Não pode simplesmente me perdoar e esquecer? Te perdoar? Não tenho do que te perdoar. Pedrdoa-te a ti mesmo. Erraste por você. Ou quer saber? Talvez não tenhas errado. Ue', você esta falando serio? Esta’ tudo bem entre nos então? Bem? Entre nos? Logico que esta’, so que não quero mais transar com você? Por ciúme? Entao eu não estava certo. Não, talvez você estivesse certo sim, corpo sente mesmo e devemos realizar nossos desejos sempre. Entao não entendo, como não quer mais transar comigo se não acha que errei? Simples: porque fiquei com nojo do seu corpo. Olha realmente você e' uma mulher complicada. Diz que não fiz mal algum que apenas obedeci meus desejos e tem nojo de mim. Sim, posso não ter ciúme, mas tenho ciência do fato de que estivestes tão, mas tão perto de outra mulher. Voce se banhou nela. Sorveu seu suor, engoliu seus fuidos. Penetrou-a, entrou no universo dela. E com tudo isso compartilhou algo que pensei que so sentisse por mim. Não ‘e de desejo que estou falando não. ‘E de um algo especial se cria quando duas pessoas se juntam. Algo inédito e de forma nova. Algo so de duas pessoas. Isso agora você deve ter com ela, se não tem, fazer o que? Valeu a pena o gozo, não valeu? Voce esta falando coisas muito estranhas, andou fumando aquela merda de novo? Por que você esta dizendo que aquilo ‘e merda? Por que esta ofendido. Minha cabeça faço eu. Voce ‘e louca mesmo. Sabe de uma coisa: não sei mais o que temos de tão especial. Aquilo que se criou quando nos conhecemos, como vc diz, aquilo que era so nosso, se perdeu. Não existe mais. Não consigo mais senti-lo. Não faz mais sentido ficarmos juntos. Pode ser. Talvez você ter trepado com outra mulher demonstre exatamente isso. Não faz mas sentido. Te amo também, mas o que eu mais queria não sinto mais. Sempre fomos livres, parece que agora estamos algemados na cama. Verdade, va embora então. E’, acho que vou. OU será que deveríamos tentar alguma coisa? Sei l’a, terapia de casal, aconselhamento matrimonial. Não! Não seja bobo, o que se perdeu, e perdeu. Não podemos perder tempo de vida procurando. Vamos buscar algo novo. E de mais a mais, já vínhamos frustradamente buscando.
Agora, sem você. Moro num apartamento muito alto, como sempre quis. Vejo a noite com janela inteira. Uma pintura, como um livro. Cada estrela, uma letra. Agora, sem você. Meus banhos tem sido demorados e cheios de sonhos, sinto algodão de conforto a minha volta. Como coisas que você não comia, bebo coisas que você não bebia. Ando de calcinha e danço com musicas bobas. Passo esmalte verde nas unhas. Agora, sem você, me emociono quando ele diz bom dia. Sonho com ele. Com você não sonhava mais. Há tempos.
Agora, sem mim. Você passeia de mãos dadas pelo parque. Colhe um rosa. Não esta sozinho. Alguem segura suas mãos quando tens pesadelo a noite. Alguem te entende. Agora, sem mim. Voce adora se olhar ao espelho, acha que dirige super bem e adora dar churrascos. Voce ate’ dorme sem meia.
Agora, sem você. Falo de tudo. Tudo acontece. E quando não acontece estou dormindo. Pintei as unhas de preto. Deixei meu cabelo crescer. Cresci. Tenho dor no joelho direito. Beijo qualquer boca. Leio completamente outro estilo de literatura. Estou mais antipática e menos formal.
Agora, nos dois. Amigos.


Uma nova odisséia. Uma nova história. Um novo curso. Norte seria sul e sul seria norte. Azul seria rosa. E luto, branco. As ruas que não são contramão, seriam! Teríamos chuva em vários sentidos. Olharíamos para o céu e diríamos: cadê o arco-iris?”.
