quarta-feira, 29 de abril de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
simples assim
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
E eu me desliguei daquilo. Sabendo que bastaria pensar que aquilo não era mais meu. Dissocia-lo de todo resto que tinha como meu. Me desliguei como chocolate que comprei para mim, mas que com a barriga cheia resolvi dar para alguém. E alguém aceita, mas deixa guardado para comer depois. Pois é assim, guardamos chocolates para comer depois. Assim adiamos o doce. E eu me desliguei daquilo para ficar sem sentir nada. Nada de estranho. Coisa pequena, dessas que ocupa pouco espaço na mente e rende várias linhas. Linhas das quais eu já tinha me despedido. Linhas de fumaça que parecem que eu não vejo. São batidas no teclado que imploram que a chuva volte. E eu continuo a repetir palavras, principalmente agora que elas me são parcas. Palavras que me faltam. Vocês me fazem falta. E lá fora chove como nunca choveu antes. Pelo menos eu não vi. As pessoas correm, os carros alagam e eu me desliguei do chocolate que está na geladeira, como quem se desliga de uma pessoa. Foi nesse tom. Sem música. Assim, frases pequenas eu tenho.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Desculpem a menina
Sentei para contar uma história. E por que não uma história que se conta sozinha? Uma história assim que vai acontecendo conforme as letras vão saindo. Uma história assim de uma menina que não conhece bem o caminho e se perde em meio a tantas árvores. São pedras também. Afinal todo mundo encontra pedras no meio do caminho, disse o poeta. E pedras para pular. Assim escolhe a menina que pula. Mas a história é dela e de pedras e árvores se faz um conto que tenta contar sua história. Perdida, a menina anda, anda e parece chegar a lugares errados. Bate às portas, pergunta quem mora nas casas. Ouve os barulhos, sente os cheiros e sabe que está nos lugares errados. Ela se sente mal. Não quer mais lugares errados. A menina que caminha quer chegar a lugares certos para viver em harmonia com árvore e pedras, porque elas não deixam de existir. Ela dorme, na cama emprestada, que pode ser dela também se quiser. Acorda e volta a bater em portas. Nada de encontrar o que procura. Uma busca, assim deveria se chamar a história da menina perdida. Ela não se lembra de quando se perdeu. Foi acontecendo assim, devagar, uma rua errada depois da outra. Um caminho torto aqui, uma viela ali e lá estava ela, muito longe de onde queria realmente estar. Voltar a achar o caminho é tarefa árdua de quem tem bons sapatos e força nas pernas. Às vezes ela se cansa, outras, pensa em desistir. Perde o lugar das vírgulas, esquece os acentos e assim sente-se ainda mais fora do caminho. Mas assim a menina vai procurando, na ansiedade normal de uma menina que se perdeu e o caminho parece longe, ou encontra-lo demanda muita força, que ela não tem. A menina não sabe mais como escrever. Desculpem a menina.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Cada um tem o que merece
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A sua dor

A sua dor também me dói, mas por ser sua do que por ser dor. E se eu disser de novo a palavras saudade vou estar abusando das letras. Não vivemos o que tínhamos para viver e essa sensação é bolo que não assou, é chuva que não choveu é latido sem som. Tivemos boa vontade, mas ditados já dizem que delas todo lugar está cheio e não somos pessoas de qualquer lugar. Temos os nossos. Isso podemos dizer que fizemos: construímos histórias em lugares, tantos deles. Não paramos porque o movimento nos fazia amor e quando paramos o amor acabou. A nossa música ainda toca, eu tenho ela aqui. E lembro da primeira vez que você me disse três palavras juntas. Eu estava girando. Hoje não giro, ando em linha reta e me pergunto quem foi que me disse que era pra andar assim. Lembro de você com fome e eu te dando café da manhã. Somos pessoas de fome, não é? E saudade (aí vai ela) é fome que não se mata. Até te ver. Eu sonho outros sonhos e você vive outra realidade. Roda Gigantes de tamanho que subestimamos. Já disse que você usava shorts e eu saia rodada, fomos infantis menino, fomos infantis e agora é viver de gotas que escorrem e de fumaça que saem dos cigarros que pensam em nós. Porque nossa história agora é história.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Depois daquele baile
Depois daquele baile eu disse a ele que nunca mais dançaríamos juntos. Ele disse que não acreditava. Fui comer um sanduíche nem sei em que cidade. Pernil com muita maionese. Não gosto de carne de porco, mas até ai não sei em que cidade estou. Me lambuzei e me satisfiz. Nem sempre os dois acontecem juntos. Às vezes a gente se lambuza pra depois sentir mal e ter que limpar. Como não sabia em que cidade estava, achei melhor procurar minha casa a pé. As ruas estavam escuras. Cheias de pedras no chão e poucos carros passando. Alguns paravam perto, imaginando ser eu uma prostituta a procura de cliente, sem saber que naquela noite eu já tinha me lambuzado. Um dia me imaginei sendo prostituta. Pelo sexo, pelo dinheiro e pela coragem. Sim, para se prostituir tem que ter coragem.
Andei até cansar, quando cansei decidi andar mais. Se achasse um táxi e ele parasse não saberia dizer para onde queria ir. As luzes das ruas eram luzes de cidade do interior. E apesar de não saber em que cidade estava, sabia que não estava no interior. É estranho como algumas vezes sabemos o não e não sabemos o sim. É essa a diferença da certeza, não é? Para ter certeza é preciso saber os dois. Esqueci do baile, tinha acabado e com ela minha história com o homem. Um homem que fora ninguém. Virei numa rua que eu achava conhecer. O curioso é que nela, havia uma casa que parecia aberta e com a luz acesa. Já era madrugada alta, não era para ter ninguém acordado naquela hora. Mal pude acreditar quando vi uma senhora sentada numa cadeira na calçada. O que faria ali, àquela hora? Fui chegando mais perto e me certifiquei de que estava viva. O que? Poderia ter morrido sentada na cadeira e ninguém ter percebido. Estava viva, e sorria.
- Boa noite, eu disse, com um tanto de medo de que a mulher estivesse mesmo morta, apesar de sorrindo. - Boa noite, o que fazes por aqui a essa hora?
- E a senhora, o que faz sentada na rua no meio da madrugada?
- Adoro madrugadas, é a melhor hora do dia para se tomar uma brisa na calçada.
- Mas senhora não acha perigoso não?
- Acho, mas a vida toda achei tudo perigoso e isso não me impediu de fazer tudo o que fiz.
-Agora me diga você, o que fazes por aqui?
- Eu fui a um baile e mandei o homem embora, disse que era a última vez que dançaríamos juntos. - Ah, e está triste por isso?
- Não, de jeito algum, estou tão feliz que decidi procurar minha casa caminhando.
- Perdeu-se, não sabe onde é sua casa?
- Para ser honesta com a senhora não sei nem em que cidade estou!
- Nossa, acho que você deve estar cansada, minha filha. Entra ali, ó, pega uma cadeira e sente-se aqui ao meu lado. Ela apontou para a sala, que estava aberta. A porta era de madeira, enorme e de um azul claro que só vendo. Abri a cadeira ao lado dela e me sentei, foi só então que vi o quanto estava cansada.
- Está mais confortável agora?
- Estou confortável sim.
- Então, agora pode me contar como veio parar aqui.
- Simples, saí do baile, parei num carrinho de lanche e vim reto até aquela última rua ali, ó, aí decidi virar aqui porque a rua me pareceu conhecida.
- Ah, que bom então. E ficou em silêncio. A senhora sentada numa cadeira de praia na calçada, de madrugada ficou em silêncio. Sorria, sempre sorria. Acho que era a felicidade de fazer exatamente queria que lhe dava de presente esse sorriso tão calmo. E em silêncio ficamos por mais de uma hora.
- A senhora mora nessa casa sozinha?
- Sim, há muitos anos. Meu marido morreu e eu não tenho filhos. Tenho sim muitos vizinhos, que estão sempre aqui em casa comendo meus bolos. Faço bolos para fora .Adoro criar novas receitas e ver as pessoas celebrando com meus bolos. E como não posso dá-los, o que criaria uma fila imensa na minha porta, acabo vendendo.
- Ah, lógico. Devem ser uma delícia, já que são feitos com amor. Já que você apareceu aqui de madrugada assim, com essa carinha tão bonita, vou te contar um segredo. E contou:
- Eu não durmo muito bem minha filha. Desde pequenina que tenho problemas para pegar no sono. Durmo umas duas ou três horas por noite, quando muito. Sendo assim, aproveito para assar meus bolos à noite.
- Ah, eu também não durmo, saiba a senhora. Mas olha, não precisa sofrer tanto. A senhora pode ir ao médico e tomar um remédio que vai fazê-la dormir como um anjo, um sono de bebê.
- Querida, sono de bebê eu já tive quando fui um. Não quero mais. E sono de anjo: ainda quero adiar um pouquinho, já que não tenho planos de morrer tão cedo. Queria era ter um sono de uma senhora na minha idade. Como isso o remédio não faz, prefiro ser assim mesmo, sem dormir.
- Se quiser podemos fazer um bolo. O que acha?
- Fazer um bolo? Mas eu não sei cozinhar, aliás, não entro numa cozinha há anos.
- Melhor ainda, assim vai entrar na minha cozinha, que é especial e cozinhar comigo, que tenho paciência para te ensinar.
- Mas já está quase amanhecendo, vamos fazer um bolo a essa hora?
- Não tem hora certa para fazer bolos, querida.
A senhora levantou-se com dificuldade. E foi só quando levantou que vi o quanto era velha. Deveria ter mais de oitenta anos. O sorriso sentado a fazia parecer mais jovem. Pegou a bengala que estava no chão e entrou na casa. Eu fui atrás. Ela tinha os cabelos totalmente brancos, enrolados em um coque. Vestia um vestido de pano, com botões na frente e chinelas. Simples, idosa e sorridente, assim era a senhora que assava bolos de madrugada. Quando entrou na sala, acendeu as luzes e só então pude ver como era bonita sua casa. Pé direito alto, sofás antigos com estampas florais, vários tapetes, um se sobrepondo ao outro, protegendo o chão de madeira.
Uma mesa de centro com muitos enfeitinhos de vidro e cristal. O cheiro da casa não era de bolo ou de coisas antigas, era um cheiro de casa limpa. Parecia mesmo uma casinha de sonho. Mas eu estava acordada demais para saber que aquilo não era um sonho e nem uma alucinação. Era uma realidade dessas que só acontecem de madrugada. Ela sorriu e apontou a cozinha com a bengala. Entrei. Era uma cozinha grande, com pias de concreto e muitas coisas pendurada nas paredes. Confesso que depois da sala esperava encontrar uma cozinha mais organizada. Ela percebeu minha surpresa e disse:
- Lugar de criação é lugar para estar bagunçado. Se aqui tivesse organizado meus bolos não estariam tão bons. Então vamos assar um bolo. Você gosta de bolo de abacaxi?
- Sim! Na verdade adoro bolo de abacaxi.
Acabara de descobrir que era o meu favorito. Dentro da cozinha ela se movimentava com uma destreza que não fazia fora dela. Era rápida, em alguns minutos a pia já estava cheia de panelas e me deu a tarefa de descascar o abacaxi. Quando ela disse “descasque o abacaxi”, achei irônico, mas me lembrei que estávamos apenas nos empenhando na tarefa de assar um bolo. Peguei uma faca grande, descasquei o abacaxi e cortei em fatias finas, como ela mandou. Enquanto isso, ela misturava farinha, açúcar, fermento, batia chantili, fazia um creme separava o açúcar e falava. Pensei em como sempre exagerei nos ingredientes, nas poucas vezes em que cozinhei. Sempre achei que antes pecar pelo excesso do que pela falta. Ela me explicou direitinho porque a quantidade certa muda não só o sabor, mas a consistência do bolo.Começamos a montar o bolo e ela sorria. Agora um sorriso ainda mais doce, cheio de açúcar. Perguntei a ela:
- Quanto tempo leva para esse bolo assar?
- Umas duas horas.
Quando ela disse duas horas, lembrei que estava ficando com sono. Precisava dormir. Acho que ela adivinhou meus pensamentos e disse:
- Enquanto eu termino o bolo você pode tirar uma soneca. Tenho um quarto de hóspedes.
O cansaço me disse que aceitasse. Ela me levou até o quarto e disse:
- Deite-se, descanse um pouco. E pode deixar que eu te acordo.
Deitei. Pensei o quanto tinha sido bom ir ao baile. O quanto tinha sido bom mandar aquele homem embora e o quanto seria bom comer bolo de abacaxi na manhã seguinte. E dormi!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ar recondicionado
Deitei no sofá, feito de almofadas de areia de uma praia deserta. Estendi o corpo. Encostei a cabeça numa altura improvisada. Chovia. Todas as janelas fechadas. A porta, a prova de som, fechada. Nada de ar. Respirei dentro de mim mesma, busquei ar em túneis que estão comigo desde a primeira viagem. Usei tudo o que tinha. Pouco sobrava. Foram poucos minutos e em mais alguns: sem respirar.
Olhei para o céu branco em cima do sofá: concreto, gesso e a saída do ar condicionado interno. Uma folhinha picotada em algumas fatias fica colada à saída do ar para avisar os dormentes que ele está ligado. A cabeça girava, o monstro acordava e queria caminhar. Voar. Usar e abusar do corpo que restava.
As pálpebras dançavam freneticamente, brincando de deixo e não deixo você ver. As garras, que quando vou à manicure chamam de dedos, começaram a inchar. As pontas dos dedos pareciam crescer pelo minuto. O pescoço endureceu e chama-se pedra. Consegui subir o morro e carregar a pedra, virá-la para baixo e olhar minhas mãos. As pálpebras me protegeram. Feche! Não veja! Cuidado com o monstro que acorda.
Os fios dos meus cabelos estavam gelados, duros. Congelaram ao sal das lágrimas. E viraram estátua. Um movimento desavisado e eles quebram. O papelzinho do ar condicionado continua a ventilar, dançar, brincando comigo, dizendo sim, eu funciono. Não pode brincar assim, com quem está congelando, inchando e hospedando monstros. Não pode.
Chega de pálpebras brincando, abro mesmo e olha aqui ar condicionadooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo: entrei.
Estou dentro do tubo do ar condicionado. Caibo aqui? Meu corpo, que agora é corpo de novo, desliza por túneis com pouca cor. O frio é intenso, mas o cabelo descongelou. Minhas pernas movem como sereias sozinhas, leves, guelras que nadam no azul. Meu corpo é tão grande que os olhos estão muito distantes das pernas. Olho elas de longe. Olá pernas, como estão longas. Dedos que já foram garras acenam para mim. Também estão longe. Abaixo e a força do ar me leva junto, não tem como grudar a cara no chão e esperar passar. Vou flutuando ao barulho do ar. Viu monstro, fugi aqui dentro e você está ai fora, deitado no sofá. Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.
O corpo, o meu, cresce, está ficando cada vez mais longo dentro da caixa do ar. De tão forte o vento, estica, o corpo que obedece ao balé aéreo de fuga de monstro e estica. Meus olhos, agora menos vidro, enxergam melhor. Outra saída. Deve ser a central do ar condicionado. Ponho os longos braços, que tão só braços, para frente, em posição de mergulho e uuuuuuuuuuu mais um mergulho de olhos fechados.
Abro, estou em outra sala. Caio no chão. Direto da saída do ar condicionado. Silêncio. Sala vazia de gente, cheia de peixes. Azuis, de água, vermelhos, pretos, beges, sem cor, belos e feio. Um deles, o vermelho olha para mim e diz:
-Vem nadar.
Porra, que merda é essa de peixe falar? Como se o ar condicionado não fosse o suficiente.
-Não entro, não nado e peixe não fala! respondo.
-Ok.
Cara, agora peixe fala inglês.
Surpresa: estou molhada. Não sei de que. E o cheiro é de mar. O vermelho me encara. Chega, não olho mais para ele. Viro pra trás e tenho pouco tempo pra pensar, pois vem uma onda do tamanho do mar todo. Abaixo, encosto o nariz no chão (agora sim!) e a onda fica muitos de alguns minutos passando. Uma onda enorme. Quando finalmente o revolver de areia a água salgada acabam, ponho a cabeça, agora em tamanho normal, para fora. Quase sem fôlego. Mais um pouco e eu teria me afogado. Já estou seca. Assim, como num passe de mágica: sequei!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O moço que ia
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Vem
Vem cá! Vem ver minha vida. Vem! Pode abrir a porta. Olha só como eu vivo. Sente como eu respiro. Olha a luz que me ilumina. Olha aqui essa ferida, viu? Me cortei cozinhando.
Vem ver minha dor enquanto leio o jornal de ontem. Vem que não tem mais ninguém aqui. Não precisa ter medo, não mordo, não corro. Eu não sinto raiva. Tenho defeitos, mas não aprisiono. Vem! Tem flores aqui também. Pus água nelas ontem, quando ganhei um abraço.
Aqui não tem truque. É pedaço por pedaço, não tem mistério, nada é particular. Eu quero até que você entre. Está todo mundo longe e eu sempre cozinho para muita gente, não sei fazer meio pacote de macarrão.
Vem! Quem sabe a noite você pode me ajudar a trancar as janelas antes de dormir. Aqui tem cobertor pra você, tem água fresca de filtro de barro, tem chão gelado para acordar os pés, tem banho quente pra lavar as lágrimas. Vem! De vez em quando aqui tem até poesia de ler e de ouvir. Tudo bem baixinho.
Agora que percebo que você está sentindo uma pontinha de vontade de entrar, devo te avisar: aqui também toca rock pesado e alto. Aqui de vez em quando acaba a luz. Completamente escuro e demora pra voltar um raio.
Sabe, às vezes as prateleiras esvaziam e a porta se tranca sozinha, então passo fome. Só aqui dentro, às vezes, faz um frio danado que nenhum cobertor dá conta. Tem dias em que a fumaça embaça completamente a visão, fica difícil até andar pela casa. Algumas noites de tão sombrias que ficam, aqui tem oração, dessas desesperadas quando deus, mesmo que não exista, tende a olhar por mim. Essa casa tem dias que parece que vai cair, e alguns tijolos até chegam a ruir. Eu me seguro e seguro a casa também, não se preocupe, mas que assusta, assusta! Não posso negar que tem dias que acordo com sono. E volto a dormir. Terás de ficar sozinho. Passo muito tempo sem sonhar, então ficaremos muitos dias sem assunto. Mas estou aqui fora, te esperando! Vem! Aqui é tudo verdade






