sexta-feira, 6 de janeiro de 2012





Pensei num alfabeto meu, em letras que penso mais vezes. Que uso. Mas aí vejo que estou sem ter com o que preocupar. Uso todas as letras muitas vezes. Falo demais, rabisco demais, mando cartas, e mails, mensagens!

Tenho intervalos em que não fico no meu corpo. Eu saio, e quando volto esse corpo está mais mal tratado.
Não me pergunte onde fico nesse tempo porque tenho vergonha de responder. Qual a sensação quando retorno? Ódio. Porque me abandonei? Aí começa a história de Sizifo de novo, pedra montanha acima, abaixo .
As vezes tenho certeza de que não estou sozinha. Mesmo sabendo que estou. É um sofrimento só. Se eu descobrir mais coisa vou sofrer não muito por mim,mas por quem está perto de mim. Já disse um vez, a loucura é Pink. Punk.
Ia falar de afeto, mas me pareceu uma palavra tão doce. Muito doce. Assim não gosto. Gosto meio amargo. Não que não goste de doce. Minha língua consegue absorver uns milhares de sabores sem ser por associação e sim por memória emocional.
Vou então falar de culpa. Mas nossa, culpa pesa, não é? Culpa pesa como musculação. Alguns músculos doem muito em um dia, no outro dia, outros músculos. E a dor não para. Culpa é uma merda! Até antropologicamente falando, é uma merda de várias religiões, raças, massas e culturas. Chega de culpa, então!
Vamos falar de amizade? Ah, nem sei quem são eles mais. Não tenho vergonha de dizer, tenho dúvidas, às vezes. É meu amigo mesmo? Por que amigo é amigo, filho da puta é filho da puta! Até tomo cerveja por eles. Mas meu mundo é cheio de dúvidas.
Vamos então falar de amor? Mas e o amor? Hã? Responde aí seu safado.....

3 comentários:

Anônimo disse...

super demais. super ando-se
Inebriante.
Priceless.
Eu estou indo junto?
S.

Leila disse...

vá... mas volte!

Juliana disse...

E aí Milla o amor respondeu? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk to querendo saber a resposta também!